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Publicado em: 28 de julho de 2021


Hepatites virais: um grave problema de saúde pública no Brasil

Hoje, 28 de julho, acontece o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, uma data que visa conscientizar sobre os cuidados contra as infecções causadas pelas hepatites A, B, C, D e E.

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O que são hepatites virais

As hepatites virais estão entre os maiores problemas de saúde pública no Brasil e em todo mundo. Trata-se de uma infecção que afeta o fígado, causando alterações leves, moderadas ou graves. Geralmente as infecções costumam ser silenciosas, ou seja, não apresentam sintomas. Entretanto, quando presentes, elas podem se manifestar como: cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

No Brasil, as hepatites virais mais comuns são causadas pelos vírus A, B e C. Existem ainda, com menor frequência, o vírus da hepatite D (mais comum na região Norte do país) e o vírus da hepatite E, que é menos comum no Brasil, sendo encontrado com maior facilidade na África e na Ásia.

As hepatites B e C são as maiores causadoras de óbitos na população catarinense dentre as hepatites virais. No ano de 2020, foram registradas 56 mortes pela infecção, sendo 36 pela hepatite C e 20 pela hepatite B. No mesmo ano, também foram notificados 1.682 casos da infecção (hepatite B – 877/hepatite C – 805). No entanto, os tipos virais são evitáveis, podem ser tratados e, no caso, da hepatite C, o tratamento pode levar à cura.

“O avanço das hepatites, sem o devido tratamento, pode levar a doenças graves como fibrose avançada ou cirrose, além de câncer, sendo necessária a realização de transplante de órgão. Por esse motivo, é de extrema importância que a pessoa saiba que está infectada para iniciar o tratamento o quanto antes”, explica a médica infectologista Regina Célia Santos Valim.

É de grande importância que as pessoas realizem testes para a detecção das hepatites virais ao menos uma vez na vida. Esse é o alerta do Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, celebrado no dia 28 de julho. No caso das populações mais vulneráveis, é recomendável que os testes sejam fitos de maneira periódica.

As hepatites virais mais comuns no Brasil

Hepatite A: é causada por um vírus RNA de fita simples positiva, que pertence à família Picornaviridae, denominado vírus da hepatite A (HAV), que se replica no fígado, é excretado na bile e eliminado nas fezes, resultando na transmissão pela via fecal-oral. O HAV interfere na função hepática, desencadeando uma resposta imune que leva à inflamação no fígado. A transmissão da hepatite A é fecal-oral (contato de fezes com a boca). A doença tem grande relação com alimentos ou água não seguros, baixos níveis de saneamento básico e de higiene pessoal (OMS, 2019). Outras formas de transmissão são os contatos pessoais próximos (intradomiciliares, pessoas em situação de rua ou entre crianças em creches) e os contatos sexuais (especialmente em homens que fazem sexo com homens – HSH).

Hepatite B: é uma doença infecciosa que agride o fígado. Segundo dados do Ministério da Saúde (MS), cerca de 20% a 30% das pessoas adultas infectadas cronicamente pelo vírus B da hepatite vão desenvolver cirrose e/ou câncer de fígado. As principais formas de transmissão são: relações sexuais sem preservativo com uma pessoa infectada; da mãe infectada para o filho, durante a gestação e o parto; compartilhamento de material para uso de drogas (seringas, agulhas, cachimbos); compartilhamento de materiais de higiene pessoal (lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam); na confecção de tatuagem e colocação de piercings, procedimentos odontológicos ou cirúrgicos que não atendam às normas de biossegurança; por contato próximo de pessoa a pessoa (presumivelmente por cortes, feridas e soluções de continuidade); transfusão de sangue (mais relacionadas ao período anterior a 1993).

Hepatite C: é um processo infeccioso e inflamatório que pode se manifestar na forma aguda ou crônica. A hepatite crônica é uma doença silenciosa, que evolui de forma discreta e se caracteriza por um processo inflamatório persistente no fígado. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 60% a 85% dos casos se tornam crônicos e, em média, 20% evoluem para cirrose ao longo do tempo. A infecção está mais presente em pessoas com idade superior a 40 anos. As principais formas de transmissão são: contato com sangue contaminado, pelo compartilhamento de agulhas, seringas e outros objetos para uso de drogas (cachimbos); reutilização ou falha de esterilização de equipamentos médicos ou odontológicos; falha de esterilização de equipamentos de manicure; reutilização de material para realização de tatuagem; procedimentos invasivos (ex.: hemodiálise, cirurgias, transfusão) sem os devidos cuidados de biossegurança; uso de sangue e seus derivados contaminados; relações sexuais sem o uso de preservativos (menos comum); transmissão da mãe para o filho durante a gestação ou parto (menos comum).

Testes e tratamentos para hepatites virais

Atualmente, existem testes rápidos para a detecção das hepatites virais que ficam prontos em menos de 30 minutos. Os testes podem ser realizados de forma gratuita nos serviços de saúde de todo o estado. A hepatite B não tem cura, mas pode ser prevenida com a vacinação e tratada com medicamentos, disponíveis no SUS. Para a hepatite C não há vacina, mas o tratamento, também disponível no SUS, pode levar à cura. Tanto a hepatite B quanto a C, se não tratadas, podem causar hepatite aguda e crônica.

 

Fonte: Ministério da Saúde

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