Publicado em: 21 de julho de 2020


Coronavírus (COVID-19): Quais cuidados as gestantes devem tomar?

Com o avanço das pesquisas, cada dia surgem dados mais aprofundados sobre a situação da Covid-19 no mundo. Recentemente, as gestantes têm sido o alvo de muitas análises envolvendo o assunto, principalmente com o intuito de entender o impacto da doença dentro deste grupo. Com isso, resolvemos agrupar algumas informações sobre o que está sendo divulgado de mais relevante com relação às grávidas durante a pandemia.

Por que as gestantes estão no grupo de risco?

Durante a gravidez, as gestantes sofrem muitas mudanças corporais, incluindo no sistema imunológico ficando, assim, vulneráveis às infecções respiratórias e mais expostas às possíveis complicações geradas pela doença.

Como se prevenir?

A prevenção indicada para as gestantes é a mesma do resto da população:

  • Distanciamento social;
  • Uso de máscara;
  • Lavar a mão com sabão ou álcool gel 70%;
  • Não levar a mão à boca, olhos ou nariz;
  • Em caso de apresentar sintomas, telefonar antes de ir até um centro médico;
  • Manter os acompanhamentos médicos normais indicados;
  • Ter uma boa alimentação, rica em frutas, verduras e legumes para aumentar a imunidade.

Gestantes devem fazer o teste para Covid-19?

De acordo com a OMS, em caso de sintomas, as gestantes devem ter prioridade na realização dos testes, pois podem desenvolver um quadro mais grave da doença. Então as precauções devem ser tomadas o mais cedo possível.

Uma grávida infectada pode transmitir a doença para o feto?

Os especialistas acreditam que seja improvável, porém não há como confirmar essa informação. Em pesquisas no sangue do cordão umbilical, placenta, leite materno e líquido amniótico de voluntárias infectadas, as amostras resultaram negativo para a doença. Assim como as chances de um aborto espontâneo em consequência da doença, também são consideradas improváveis.

Parto cesariano ou normal com a confirmação da doença

Não há restrição. A OMS adverte que o parto cesariano deve somente ser utilizado quando clinicamente justificado pelo médico. O modo do parto deve ser individualizado e de escolha da paciente, juntamente com indicação médica, levando em consideração a situação clínica da gestante.

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Local do parto

Apesar da pandemia ter sobrecarregado as unidades de saúde com infectados, os hospitais e as maternidades ainda são o local mais indicado para o parto devido sua estrutura e preparo. Esses locais estão adotando medidas de segurança rígidas para evitar o contágio e possíveis complicações. Importante ressaltar que em caso de suspeita ou confirmação da doença, a grávida deve procurar um local de referência, onde há uma melhor estrutura e profissionais bem preparados para lidar com adversidades, tanto da mãe quanto do bebê.

Acompanhantes no local de nascimento

Durante esse período de pandemia é importante diminuir a circulação de pessoas em ambiente hospitalar, porém, cada instituição pode determinar a quantidade de acompanhantes que será permitida, sendo recomendada apenas um durante toda a internação, tendo entre 18 e 59 anos, sem apresentar sintomas ou que tenha tido contato com um infectado nos últimos 14 dias e que resida no mesmo domicílio que a gestante. Além disso, o acompanhante deve seguir as normas de higiene, usar máscara e higienizar as mãos com frequência. Todavia, com o intuito de diminuir o número de pessoas infectadas, muitos locais não estão permitindo a entrada de fotógrafos para registrar o momento.

Contato e amamentação

Após o nascimento a mãe infectada pode ter contato próximo e amamentar. Elas precisam: realizar toda a etiqueta respiratória durante a amamentação, usando máscara sempre que possível e disponível, lavar as mãos antes e após tocar o bebê e limpar e desinfetar superfícies que tenham tocado constantemente. De acordo com os especialistas, essa relação é importante para o bom desenvolvimento do bebê.

Caso a grávida venha a se sentir muito debilitada para amamentar o bebê devido à COVID-19 ou outras complicações, ela deve ter ajuda para fornecer o leite materno à criança, de maneira que seja possível, disponível e aceitável para ambos. Isso inclui a extração do leite, relactação ou mesmo doação de leite humano.

Situação no Brasil

77% das mortes mundiais de grávidas infectadas ocorre no Brasil, sendo principalmente no período puerpério, ou seja, até 42 dias após o nascimento do bebê.  Em dados mais palpáveis, desde o início da pandemia foram 160 grávidas que vieram a falecer, sendo dessas 124 no Brasil, o que indica que esse grupo deve ter uma atenção priorizada principalmente no país.

Por outro lado, não há motivos para uma super preocupação, apenas precaução, seguindo as orientações padrão para evitar a contaminação. Acredita-se que a grande maioria das mortes mundiais que acontecerem em estados brasileiros, é uma consequência do sistema de saúde público precário, onde há falta de recurso de emergência, médicos, leitos, além dos obstáculos adicionais devido à pandemia.

Grávidas vs. COVID-19 (Foto: reprodução Instituto Santos Dumont).

 

Sendo assim, seguir as regras de isolamento e higiene pessoal é essencial, principalmente para mulheres pertencentes a este grupo e, claro, pessoas próximas às gestantes. Seguindo as normas recomendadas e mantendo os exames de rotina, normalmente indicados para qualquer gestante, independente da pandemia, não há motivo para preocupação, apenas cautela.

 

Fonte: Ministério da Saúde/Fiocruz/Instituto Renascer

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