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Publicado em: 21 de janeiro de 2022


Janeiro Roxo: tudo o que você precisa saber sobre a hanseníase

Janeiro é o mês da conscientização acerca da hanseníase, uma doença crônica, contagiosa e curável, que até pouco tempo atrás era chamada de lepra por alguns — algo que desde 1995 não mais é permitido, de acordo com a Lei nº 9.010. A patologia é causada pela bactéria Mycobacterium leprae e é capaz de acometer qualquer pessoa, independente de gênero ou idade. Ela atinge predominantemente a pele, as mucosas e alguns nervos; É capaz de causar lesões neurais e, consequentemente, acarretar em danos irreversíveis.

Campanha Janeiro Roxo

Diante deste cenário, a campanha “Janeiro Roxo” tem como principal objetivo ampliar o conhecimento popular a respeito da condição, esclarecendo informações, contestando mitos e quebrando estigmas e preconceitos que ainda perpetuam até os dias de hoje. Além de reforçar a importância do diagnóstico precoce da hanseníase como um meio de impedir sequelas graves e permanentes.

De acordo com pesquisas divulgadas pelo Ministério da Saúde, o Brasil é o segundo país que mais registra casos no mundo. E por conta do índice elevado, a doença continua sendo um problema de saúde pública dentro do território nacional. Existem, no entanto, diferentes tipos de hanseníase, o que se dá devido a forma como o organismo do portador reage ao bacilo causador da doença. De acordo com a ciência, temos:

  • Paucibacilar: é separada entre a hanseníase indeterminada, quadro em que temos poucas manchas de contornos mal definidos e sem afetamento neural, e a hanseníase tuberculóide, que também possui poucas lesões. Todavia, tais lesões possuem uma melhor definição a partir de um nervo afetado. Ambas são versões com probabilidade de infeção inferior.
  • Multibacilar: é caracterizada pela hanseníase dimorfa, que possui muitas manchas e placas, além do comprometimento de diversos nervos e quadros de piora durante ou após o tratamento – o que chamamos de reações hansênicas. Por fim, existe a hanseníase virchowiana, caracterizada como a forma mais grave, com mais probabilidade de sintomas nos nervos, na pele, inclusive nos órgãos internos. Por terem uma carga maior de bactérias, as multibacilares são as versões de maior contágio.
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Fonte: SINAN/SESA-PR / *2021 – Dados Parciais

Diagnóstico e sintomas da hanseníase

O diagnóstico da doença é feito através de um exame auxiliar, baciloscopia, mas dependendo de sua fase, o resultado pode ser positivo ou negativo. Sendo assim, mesmo quando o resultado é negativo, não é descartado o diagnóstico – que é baseado em sintomas clínicos e fatores de epidemiologia.

Cientistas explicam que o alvo da bactéria é basicamente os nervos periféricos, que vão sendo afetados aos poucos e, portanto, os primeiros sinais de contágio são lesões na derme. Dentre os sintomas mais frequentes da hanseníase, podemos destacar:

  • Lesões na pele (manchas de cores variadas, caroços, ressecamento e regiões sem pelo);
  • Perda da sensibilidade e térmica e também a perda da sensibilidade ao toque;
  • Formigamento e dormência nos membros superiores e inferiores;
  • Fraqueza muscular;
  • Sangramento nasal;
  • Ressecamento dos olhos.

É preciso estar atento para notar em si mesmo as alterações provocadas no corpo logo no início, mas a hanseníase é uma doença que age de forma lenta, onde o período de incubação pode durar de dois a sete anos e, consequentemente, levando anos para que os sintomas se mostrem evidentes. No entanto, uma vez que eles forem apresentados, os exames devem ser feitos por um médico especialista para que então seja dado o diagnóstico da doença e o tratamento seja iniciado.

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Formas de contágio e tratamento

Ao contrário do que muita gente acredita, o contágio da hanseníase não acontece através do contato com a pele de um indivíduo contaminado, mas sim através das vias aéreas superiores, como as gotículas de saliva que são eliminadas na fala, tosse ou espirro.

Todavia, quando o tratamento é iniciado, a transmissão do bacilo é interrompida. Ainda assim, é válido ressaltar que a grande maioria das pessoas apresentam resistência à bactéria, além disso, para que a doença se instale no organismo, é necessário ter um contato prolongado e frequente.

Quanto ao tratamento, ele é feito através do uso de medicamentos e costuma ser prolongado, podendo durar mais de um mês e não deve ser interrompido. Os antibióticos matam o bacilo no hospedeiro e dentro de um curto período de tempo — aproximadamente 4 dias — a pessoa é incapacitada de transmitir a patologia.

 

Fonte: Ministério da Saúde

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