Publicado em: 8 de novembro de 2019


Andropausa: causas, sintomas, tratamento

Muitos homens, entre os seus 40 e 55 anos, podem sentir ou já sentiram sintomas como indisposição, cansaço cotidiano, queda de cabelo, entre outros. Essas sensações, que à primeira vista podem passar despercebidas, às vezes, significam um alerta para a andropausa, uma espécie de menopausa masculina, que diminui de maneira drástica os níveis hormonais do homem.

O que é Andropausa?

A contrário das mulheres, que identificam na interrupção do ciclo menstrual o ponto de partida para o início da menopausa, os homens não possuem um sintoma específico que anuncie a chegada da andropausa. No entanto, em ambos, existe uma alteração na regulação hormonal. Sendo que, nelas, acontece uma queda nos níveis de estrogênio e neles a diminuição da testosterona.

Sintomas da Andropausa

As alterações da andropausa acontecem de maneira gradual e costumam ser acompanhadas por meio das mudanças de humor e atitudes no dia a dia, tal como a perda da libido, dificuldade ou problemas de ereção, sensação de fraqueza, cansaço, pouca agilidade e até mesmo a queda capilar.

De acordo com especialistas, os homens também podem chegar a sofrer uma perda de massa muscular devido a redução dos níveis da testosterona, facilitando o acúmulo de gordura na região abdominal. E existe também a possibilidade de afetação nos níveis de massa óssea, além do aparecimento de quadros anêmicos.

Diagnóstico

O método mais eficaz para a descoberta da andropausa é o exame de sangue, que irá calcular a dosagem e a concentração da testosterona no sangue. Também é importante a realização de outros exames complementares para a dosagem da prolactina e gonadotrofinas (hormônios que estimulam os testículos) e hormônios relacionados à função da tireoide. Tudo isso será acompanhado pelo andrologista, médico especialista na saúde do homem.

Segundo a SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia), a redução progressiva dos níveis de testosterona acontece já por volta dos 30 anos, com uma taxa de diminuição de 1% ao ano. Por isso, ter uma atenção maior após os 50 anos é importante.

Disfunção sexual

A disfunção erétil, uma característica também atrelada à andropausa, pode ser causada por diversas outras alterações, como problemas neurológicos, vasculares ou ter relação com outros hormônios, não exatamente a testosterona. Daí a necessidade de um acompanhamento médico contínuo.

Vale lembrar também que nem todos os homens que estejam sofrendo com a andropausa irão ter problemas de disfunção sexual. Na verdade, de acordo com especialistas, o prazer segue o mesmo, porém é a busca por ele que é afetada. Ou seja, a frequência diminui e as relações sexuais tornam-se mais espaçadas, algo que pode acontecer naturalmente.

Ainda assim, é importante ter atenção, realizar todos os exames e tratamentos adequados para que essa fase seja superada da melhor maneira possível.

Tratamento para Andropausa

O tratamento da andropausa consiste na aplicação da testosterona ou de medicamentos que façam subir a produção do hormônio através dos testículos. A administração da testosterona pode ser através de vias injetáveis, em gel ou por meio de adesivos transdérmicos.

A SBEM recomenda que todos os homens que venham apresentar níveis insuficientes de testosterona e sintomas que sejam compatíveis com a andropausa, devem procurar uma atenção médica e receber os tratamentos adequados, exceto se houver alguma contraindicação, como a presença do câncer de mama masculina ou de próstata.

Existem outras contraindicações que podem influenciar na reposição hormonal, elas são: apneia do sono, epilepsia, poliglobulia (excesso de glóbulos vermelhos) e insuficiência cardíaca descompensada. No entanto, essas contraindicações são relativas e, quando tratadas, não chegam a impedir a reposição. Além disso, é importante que os níveis sanguíneos da testosterona sejam mantidos dentro da normalidade, avalia o presidente da SBEM, Ricardo Meireles.

Mudanças de hábitos, atitudes e pensamentos

Devido à possibilidade da perda de massa muscular na andropausa, o acúmulo de gordura, principalmente na região abdominal, é quase que inevitável em muitos casos. Por isso, o ideal é manter uma alimentação mais saudável e ter uma prática regular de atividades físicas.

Segundo médicos especialistas, não existe um alimento específico para o caso, mas um equilíbrio dentro da dieta de cada pessoa, já que o excesso de peso pode agravar a deficiência do hormônio masculino. O emagrecimento contribui para normalizar os níveis de testosterona.

Já para os homens comprometidos, o auxílio da companheira ou companheiro pode contribuir para que esta fase seja mais leve. Ou seja, não devem existir cobranças por um desempenho sexual, pois isso poderia afetar o emocional do homem, tornando-o ansioso em relação à sua performance sexual.

Peça ajuda médica!

O ideal é que, assim como as mulheres, os homens comecem a criar o hábito de cuidar da saúde regularmente, ter uma vida mais saudável, realizar exames de rotina, não apenas quando o problema já se encontra instalado, mas atuar na prevenção. A ideia é que cada um possa conhecer o seu corpo e ter a consciência de que cada fase ou período da vida possui suas características mais específicas, e que o envelhecimento é algo natural e não precisa ser encarado como um fardo. Afinal, viver bem é ter saúde.

 

Fonte: SBEM

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